Quilhe-se!
Thursday, October 19, 2006
Tuesday, October 17, 2006
II
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quanto para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no Mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar....
Amar é eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...
Alberto Caeiro
Thursday, October 12, 2006
porcupine tree
Hoje a Sara deu-me um bonsai, que tem o nome de Porcupine Tree. E pensam vocês: "Este gajo é um nojo tudo para ele é porcupine agora".
Mas eu passo a explicar. Por acaso posso dizer que os Porcupine Tree são a minha banda preferida, mas esta arvore tem um pequeno amigo que vive com ela. Pois é, esta arvore trazia um pequeno e lindo Porcupine feito pela Sara com fimo e alfinetes. :) Obrigado Sara!
Se a tua mãe quiser alfinetes eu dou-lhe os meus.




